Guia dos horários e suas fontes
De onde vem cada horário e o que ele permite concluir. O aplicativo calcula eventos solares para o local e a data escolhidos e aplica convenções usadas em calendários haláchicos. Ele apresenta algumas opiniões, sem esgotar as diferenças entre comunidades. Use o método que você segue com orientação do seu rabino.
O dia haláchico
A hora proporcionalShaá zmanit: o dia dividido em 12 partes
Quando os sábios dizem "até três horas" ou "até quatro horas", não falam de horas de relógio. O dia, longo ou curto, é dividido em doze partes iguais, e cada parte é uma hora. Quando o intervalo adotado é maior, a hora proporcional é maior; quando é menor, ela também diminui. Uma hora proporcional só coincide com 60 minutos quando esse intervalo tem exatamente 12 horas de relógio.
É assim que se calculam as horas de Shemá, oração da manhã, minchá e plag. Aqui, "dia" significa o intervalo usado nessa conta; não o dia civil, que começa à meia-noite.
Fontes: Shulchan Aruch, Orach Chaim 233:1, na nota do Rema, que cita o Rambam; Mishná Berurá 233:4.
Gra e Magen AvrahamOnde o dia começa e termina
Duas bases comuns são a alvorada até o anoitecer e o nascer até o pôr do sol. Elas explicam as famílias de horários que aparecem no aplicativo.
Para o Magen Avraham, as horas se contam da alvorada até a saída das estrelas. Para o Gaon de Vilna (Gra), do nascer ao pôr do sol. Também é preciso escolher qual definição de alvorada e de anoitecer usar. Não basta dizer "MGA" para identificar todos os parâmetros do cálculo.
No aplicativo, a família "Gra" usa o nascer e o pôr comuns em região nivelada. A família "Chabad" conta do nascer ao pôr "verdadeiros", como explica o tópico seguinte.
As variantes MGA do app usam 72 minutos fixos ou ângulos de 16,1° e 19,8°, identificados como 72 e 90 minutos em graus.
Fontes: Magen Avraham 58:1; Biur HaGra, Orach Chaim 459:2; Mishná Berurá 58:4 e 233:4, que registram as duas opiniões.
Baal HaTanya e ChabadO pôr visível e o pôr "verdadeiro"
No Shulchan Aruch HaRav, o Baal HaTanya conta o prazo do Shemá a partir da alvorada. Nas leis de Pessach e, depois, no Sidur, conta o dia do nascer ao pôr do sol. A prática Chabad segue o Sidur, que foi escrito depois.
No Sidur ele distingue dois momentos do pôr do sol. O pôr visível é quando a luz deixa o alto das árvores e dos telhados; o pôr "verdadeiro" vem cerca de 4 minutos depois, quando a luz deixa o alto dos montes de Eretz Israel. As velas de Shabat se acendem antes do pôr visível. A Guemará já usa o Monte Carmelo como medida do crepúsculo.
O calendário Chabad de hoje, como o publica o Chabad.org, converte isso em ângulos: conta as horas proporcionais entre o nascer e o pôr "verdadeiros", com o centro do Sol 1,583° abaixo do horizonte, e põe a alvorada a 16,9° e as três estrelas médias a 6°. É a família "Chabad" do app. Esses números são do Chabad.org; há rabinos Chabad que contam as horas pelo nascer e pôr comuns, como na família "Gra".
O R. Avraham Chaim Naeh, fundador do calendário do Kolel Chabad, situava a alvorada duas horas antes do nascer do sol, em Eretz Israel nos dias de equinócio. O app mostra essa posição do Sol, 26°, na linha "R. Naeh".
Fontes: Shulchan Aruch HaRav, Orach Chaim 58:3 e 443:4; Piskei HaSidur, Leis do Shemá 18; Seder Hachnasat Shabat 2; Shabat 35a.
O milA caminhada por trás de 72 e 90 minutos
O Talmud mede a alvorada e o anoitecer pelo tempo de uma caminhada. Segundo Rabi Yehudá, da alvorada ao nascer do sol se andam quatro mil, e outros quatro do pôr do sol à saída das estrelas.
Quanto dura um mil é discutido. O Shulchan Aruch dá um quarto de hora mais um vigésimo de hora: 18 minutos, e quatro mil são 72. O Gra calcula três oitavos de hora: 22,5 minutos, e quatro mil são 90. O Gra traz ainda a conta do Rambam, de dois quintos de hora: 24 minutos.
Três quartos dessas medidas são 13,5, 16,875 e 18 minutos. No app, esses números são referências para as linhas calculadas em graus; não são minutos fixos somados ao pôr em qualquer lugar ou estação.
Fontes: Pessachim 94a; Shulchan Aruch, Orach Chaim 459:2; Biur HaGra, Orach Chaim 459:2.
Manhã
AlvoradaAlot hashachar: a primeira luz no leste
A alvorada é uma referência para diversas obrigações diurnas. Para a Amidá de Shacharit, o Shulchan Aruch distingue o ideal, ao nascer do sol, da oração já válida se feita após a alvorada e o clarear do leste. Essa validade em caso de antecipação não transforma a alvorada no horário ideal da oração.
O aplicativo mostra 72 minutos de relógio antes do nascer e medidas por ângulo: 16,1° e 19,8° abaixo do horizonte, 16,9° na família "Chabad" e 26° na linha "R. Naeh". Nas linhas por ângulo, o intervalo até o nascer varia com o local e a data.
Talit e tefilinMisheyakir: quando já se reconhece alguém
A Mishná marca o início do Shemá da manhã pela luz: quando se distingue o azul do branco. O Shulchan Aruch fixa o critério na prática: quando se reconhece, a quatro côvados, um conhecido com quem se tem alguma convivência. Esse critério aparece também para colocar os tefilin. Para a bênção do talit, a fonte trata de distinguir o azul do branco; há detalhes e costumes próprios para situações de antecipação.
Essas fontes descrevem reconhecimento e luminosidade. Os ângulos usados na tabela são métodos publicados de aplicação desse critério: 11,5° é relacionado ao costume de Eretz Israel, 11° à orientação de R. Meir Posen e 10,2° a Otzrot Yerushalayim. O app oferece essas três medidas.
Fontes: Mishná Berachot 1:2; Shulchan Aruch, Orach Chaim 30:1, 18:3 e 58:1.
Nascer do solHanetz hachamá
É o momento ideal da oração da manhã. Os vatikin, os mais zelosos, terminavam o Shemá e suas bênçãos exatamente ao nascer do sol e começavam a Amidá em seguida.
O aplicativo calcula o instante em que a borda superior do Sol aparece em um horizonte nivelado, já contando o desvio que a atmosfera causa na luz. Se você informar uma altitude com horizonte mais baixo, ele mostra também uma estimativa para esse perfil. Montanhas, prédios, temperatura e pressão reais não são reconstruídos pelo cálculo. As horas proporcionais continuam usando os eventos da região nivelada.
Fontes: Shulchan Aruch, Orach Chaim 58:1 e 89:1.
Fim do ShemáAté o fim da terceira hora
Na Mishná, Rabi Yehoshua estende o Shemá da manhã até três horas, porque os filhos de reis se levantam a essa hora. O Shulchan Aruch decide assim: até o fim da terceira hora, que é um quarto do dia.
O aplicativo soma três horas proporcionais ao início do intervalo escolhido. Esse é o prazo do Shemá em seu tempo; não é o prazo da Amidá. Perder esse horário não significa deixar de ler o Shemá: o Shulchan Aruch distingue a leitura posterior e o prazo de suas bênçãos.
Fontes: Mishná Berachot 1:2; Shulchan Aruch, Orach Chaim 58:1 e 58:6.
Fim de ShacharitAté o fim da quarta hora
Na Mishná, os sábios dão a oração da manhã até o meio-dia, e Rabi Yehudá até quatro horas. O Shulchan Aruch segue Rabi Yehudá: até o fim da quarta hora, um terço do dia. Para quem se atrasou, a fonte distingue a oração até o meio-dia, já fora do tempo próprio. Depois de chatzot não se reza simplesmente Shacharit como antes: em caso de erro ou impedimento, há regras de compensação, chamadas tashlumin, junto à oração seguinte.
Fontes: Mishná Berachot 4:1; Shulchan Aruch, Orach Chaim 89:1 e 108:1.
Tarde
Meio-dia e meia-noiteChatzot
Chatzot é a referência do meio do dia ou da noite. O chatzot diurno aparece no limite tardio de Shacharit e nas contas de minchá. Ele não coincide necessariamente com 12:00 do relógio.
O aplicativo adota o ponto médio entre o nascer e o pôr nivelados para o meio-dia, e o ponto médio entre o pôr nivelado e o nascer seguinte para a meia-noite. São as convenções desta calculadora. O ponto médio do dia e o trânsito solar são métodos documentados, com resultados próximos, mas distintos. O trânsito é o cruzamento do meridiano local pelo Sol; o ponto médio divide o intervalo entre nascer e pôr em duas partes iguais.
Para a meia-noite, o Shulchan Aruch HaRav, segunda edição, 1:8, dá outra regra explícita: 12 horas de relógio após o meio-dia. Essa conta pode diferir do ponto médio da noite usado pelo app. Ao usar chatzot como prazo de uma mitzvá, confira qual método você segue.
Uso de chatzot na oração: Shulchan Aruch, Orach Chaim 89:1. Meia-noite: Shulchan Aruch HaRav, segunda edição, 1:8.
Minchá guedolá e ketanáSeis horas e meia; nove horas e meia
O Shulchan Aruch situa a minchá guedolá em seis horas e meia e a ketaná em nove horas e meia. São horas proporcionais: a "meia hora" não significa sempre 30 minutos de relógio. A fonte apresenta ketaná como o tempo principal; há situações em que se reza antes dela.
Como opções de cálculo para guedolá, o aplicativo mostra chatzot mais meia hora proporcional, chatzot mais 30 minutos de relógio e "lechumra", a mais tardia dessas duas. As linhas MGA usam o intervalo próprio dessa variante. Ketaná indica um início do período preferencial, não um prazo para terminar minchá.
Plag hamincháUma hora e um quarto antes do fim do dia
Na Mishná, os sábios dão a minchá até a noite, e Rabi Yehudá até o plag haminchá, que o Shulchan Aruch define como o fim de onze horas menos um quarto: 10,75 horas proporcionais. A aplicação das duas opiniões exige coerência entre minchá e Arvit. Como regra geral, quem antecipa a Amidá de Arvit a partir do plag não deve juntar a isso minchá depois do mesmo plag; a fonte também discute exceções e situações de necessidade.
O plag é também uma referência para receber o Shabat antecipadamente. Isso não antecipa automaticamente o tempo do Shemá da noite: quando recitado antes do seu horário, é preciso repeti-lo depois.
Sem segundos, o app mostra o plag do Gra e do Magen Avraham arredondado para baixo, o lado seguro para quem o usa como limite da minchá; quem recebe o Shabat antecipadamente a partir desse plag deve contar com o minuto seguinte. O plag "Chabad" arredonda para cima, como no Chabad.org: quem o usa como limite da minchá deve tomar como limite o minuto anterior ao mostrado (se aparece 16:56, terminar até 16:55). Em qualquer caso, os segundos podem ser ligados nos Ajustes.
Fontes: Mishná Berachot 4:1; Shulchan Aruch, Orach Chaim 233:1 e 261:2, na nota do Rema; 235:1 para o Shemá da noite.
Velas de ShabatAntes do pôr do sol, com folga
Acrescenta-se ao Shabat um pouco do dia comum. A Mishná Berurá pede que se termine de acender antes do pôr do sol, sem esperar o último instante. O horário das velas é uma antecipação para a entrada do Shabat; não é o pôr do sol nem seu término.
A antecedência depende do costume local. O aplicativo usa 18 minutos por padrão e 40 quando a cidade selecionada é Jerusalém; em Ajustes, há outras opções. Ele subtrai esses minutos do pôr exibido, inclusive o calculado para horizonte mais baixo, quando informado.
Fontes: Shabat 35b; Shulchan Aruch, Orach Chaim 261:2; Mishná Berurá 261:23.
Velas de Yom TovNem todo acendimento ocorre antes do pôr
Em Yom Tov que não seja Shabat nem Yom Kipur, há casos em que as velas são acesas à noite, usando uma chama que já estava acesa. Na passagem de Shabat para Yom Tov e na segunda noite de Yom Tov, espera-se o anoitecer; se a noite que entra é Shabat, o acendimento deve ser feito antes do pôr.
A linha de velas do app cobre os acendimentos anteriores ao pôr. Quando ela não aparece numa passagem de um dia sagrado para outro, isso não significa que as velas foram dispensadas. O app também não mostra "fim" entre dias sagrados consecutivos.
Noite
Pôr do sol e crepúsculoShkiá e bein hashmashot
Entre o dia e a noite há um intervalo de dúvida, o bein hashmashot, que uma das opiniões discutidas no Talmud mede em três quartos de mil. Quando ele começa é uma das grandes discussões.
Rabenu Tam distingue o começo e o fim da shkiá para conciliar as passagens de quatro mil e de três quartos de mil. Nessa leitura, o intervalo de quatro mil inclui três mil e um quarto antes do crepúsculo final. Com mil de 18 minutos, quatro mil são 72. O Shulchan Aruch apresenta essa estrutura, mas aplicá-la a outro lugar e estação envolve também a escolha do método de cálculo.
A Mishná Berurá registra que muitos dos primeiros comentaristas, acompanhados pelo Gra, começam o crepúsculo quando o Sol se esconde. Isso não torna as linhas de 13,5 a 18 minutos uma autorização geral para encerrar o Shabat: essas linhas do app são calculadas em graus, e o critério para o fim do Shabat é tratado separadamente.
Fontes: Shabat 34b–35a; Tossafot, Pessachim 94a; Shulchan Aruch, Orach Chaim 261:2; Mishná Berurá 261:20 e 261:23.
AnoitecerTzeit hakochavim: três estrelas
Uma estrela, ainda é dia; duas, crepúsculo; três, noite. Rabi Yossi esclarece que são estrelas médias: nem as grandes, que se veem de dia, nem as pequenas, que só aparecem noite adentro.
Para o fim do Shabat o Shulchan Aruch é mais exigente: três estrelas pequenas, próximas umas das outras. Em dia nublado, espera-se até não restar dúvida.
Para o fim do Shabat e das festas, o app usa o Sol a 8,5° abaixo do horizonte. O ângulo é uma forma de cálculo; não é um número dado pelo Talmud. Não confunda esse critério com as linhas mais cedo de crepúsculo ou de fim de jejum.
No conjunto Chabad, a lista principal distingue "Anoitecer · Chabad, estrelas médias (6°)" de "Fim do Shabat" ou "Fim do Yom Tov · 3 estrelas pequenas (8,5°)". Esta segunda linha aparece apenas no último dia de uma sequência de Shabat e festas, respeitando Israel e diáspora. Na lista completa, o horário das estrelas pequenas continua disponível todos os dias em que ocorre.
A linha "Chabad" de 6° segue o ângulo que o Chabad.org publica para três estrelas médias, cerca de 24 minutos depois do pôr do sol em Eretz Israel nos dias de referência. Outras conversões das estrelas médias chegam a 5°50′. As estrelas pequenas são outro critério, mais tardio: segundo o Sidur, só aparecem depois de um terço de hora após o pôr "verdadeiro".
Fontes: Shabat 35b; Shulchan Aruch, Orach Chaim 293:2; Piskei HaSidur, Seder Hachnasat Shabat 3.
Jejuns e omer
Início e fim dos jejunsAlvorada, pôr e critérios de anoitecer
Os jejuns diurnos começam na alvorada; o aviso do app usa 16,1°. Para parar de comer, o aviso arredonda esse limite para baixo; a linha de alvorada na tabela arredonda para cima por representar um início. A possibilidade de comer antes da alvorada depois de dormir tem condições próprias, descritas em Orach Chaim 564:1. Tishá BeAv abrange também a noite e começa antes que se entre no crepúsculo.
Em Yom Kipur, é necessário acrescentar tempo antes da entrada do dia sagrado. O pôr do sol usado como referência no aviso do app não é o horário até o qual se pode continuar comendo: deve-se parar antes, conforme a orientação e o costume seguidos.
O fim dos jejuns diurnos é relacionado à saída de estrelas médias. As linhas do app chamadas R. Tucazinsky e R. Feinstein usam, respectivamente, 6,5° e 7,1°. Não aplique essas linhas automaticamente a Yom Kipur ou ao fim do Shabat.
Os lembretes de fim de jejum do app usam 8,5°, inclusive quando a tabela oferece outras linhas. Escolher uma linha mais cedo exige identificar a situação e a orientação aplicável.
Fontes: Shulchan Aruch, OC 564:1, 562:1, 553:2 e 608:1.
Contagem do omerO dia contado começa na noite anterior
A contagem começa na noite de 16 de Nissan e segue por 49 dias, contando dias e semanas. O Shulchan Aruch recomenda esperar a saída das estrelas. Antecipar Arvit não antecipa automaticamente a contagem.
O lembrete do app é emitido a 8,5° e anuncia o número da noite que está começando. Já o número no cabeçalho acompanha a parte diurna da data selecionada. Assim, ao anoitecer, o lembrete anuncia a contagem seguinte.
Quem esqueceu de contar à noite deve contar de dia sem bênção; esquecer um dia inteiro tem outras consequências para as bênçãos seguintes. O app não registra se você contou nem decide essa situação.
Fontes: Shulchan Aruch, OC 489:1, 489:2, 489:7 e 489:8.
Como o aplicativo calcula
Minutos fixos ou grausPor que 72 minutos não são iguais em todo lugar
As medidas do Talmud foram dadas para um lugar e uma época. A Mishná Berurá escreve que os três quartos de mil valem para o horizonte da Babilônia em Nissan e Tishrei, quando dia e noite são iguais, e que em terras mais ao norte o crepúsculo se alonga muito. O Gra diz o mesmo da alvorada: o intervalo até o nascer do sol não é igual em todo horizonte nem em toda época.
Por isso há duas formas de usar um número como 72. "Minutos fixos" soma ou subtrai 72 minutos de relógio em qualquer lugar. "Em graus" pergunta quão abaixo do horizonte o Sol está 72 minutos antes do nascer no equinócio em Jerusalém (16,1°) e procura o instante em que ele chega a essa mesma posição no seu local e na sua data. Assim a medida acompanha a luz do céu, não o relógio.
16,1° e 19,8° são valores conhecidos na literatura de calendários e adotados pelo app. A conversão envolve escolhas de referência e arredondamento. O equinócio astronômico e o dia com exatamente 12 horas entre nascer e pôr não coincidem por causa do raio aparente do Sol e da refração; há métodos publicados que usam cada uma dessas referências. Isso explica parte das pequenas diferenças entre tabelas.
As duas medidas de noite também podem trocar de ordem: em certas latitudes, "72 minutos fixos" cai antes de 8,5°. O app mantém a soma fixa nessa linha; ela não garante que o critério de três estrelas adotado pelo app já tenha sido atingido.
Fontes: Mishná Berurá 261:23; Biur HaGra, Orach Chaim 459:2.
Arredondamento e precisãoO sentido depende do uso do horário
Sem segundos, o app arredonda os inícios para cima e os prazos para baixo. Por exemplo, minchá ketaná às 15:33:33 aparece como 15:34; fim do Shemá às 08:44:59 aparece como 08:44. O plag é tratado como prazo da minchá. As linhas "Chabad" seguem o arredondamento do Chabad.org, para coincidir com o calendário dele: a alvorada para baixo e o plag para cima. Esse arredondamento é uma margem de apresentação, não resolve diferenças de opinião.
Os alertas usam os mesmos minutos conservadores. Meio-dia e meia-noite são referências exibidas com os segundos retirados, sem que uma única direção sirva para todo uso religioso.
O nascer e o pôr reais dependem do relevo, da sua altitude e do estado da atmosfera, que nenhum cálculo conhece por inteiro. Não confie nos horários até o último instante.
Direção da rezaVoltado para Jerusalém
Quem reza fora de Eretz Israel volta o rosto para Eretz Israel e dirige o pensamento também a Jerusalém, ao Templo e ao Santo dos Santos; em Eretz Israel, volta-se para Jerusalém; em Jerusalém, para o Templo. O Rema explica que, por morarmos a oeste de Eretz Israel, costumamos rezar voltados para o leste. Quem não consegue saber as direções dirige o coração ao Pai que está nos céus.
No celular, a seção do local mostra a direção de Jerusalém pelo caminho mais curto sobre o globo até o Monte do Templo. Nas Américas, ela aponta para o nordeste, não exatamente para o leste. Há quem prefira seguir a direção constante no mapa, que sai mais perto do leste; em caso de dúvida, consulte o seu rabino.
Fontes: Shulchan Aruch, Orach Chaim 94:1, 94:2 com a nota do Rema e 94:3.
Local, data e eventos ausentesO que significa "não ocorre"
Os horários pertencem à data civil selecionada e são apresentados no fuso do local. A data hebraica do cabeçalho corresponde à parte diurna dessa data civil; ela não muda no cabeçalho ao anoitecer. Para a noite que começa, considere a data hebraica seguinte. O calendário distingue Israel e diáspora pelo país do local escolhido.
Em latitudes altas, o Sol pode não nascer, não se pôr ou não atingir um ângulo em certa data. "Não ocorre" informa a ausência daquele evento astronômico. Não dispensa uma obrigação religiosa: o app não escolhe uma regra substituta para essas regiões.
A conversão de data usa o calendário civil local. Ela não resolve a discussão haláchica sobre a Linha Internacional de Data; em regiões afetadas por essa discussão, a identificação do dia religioso exige orientação própria.
A explicação de uma fórmula não substitui uma decisão haláchica para a sua prática.
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